Mártires de Espanha
Não é minha pretensão com este blog julgar os assassinos ou seus herdeiros ideológicos. Ao Senhor pertence o julgamento. Eu, que apenas ambiciono ser um simples seguidor de Cristo na sua Igreja, cabe-me perdoar, tal como o fizeram aos seus carrascos estes mártires espanhois que aqui vão ser apresentados. Faço minhas as palavras do cardeal vietnamita Nguyen Van Thuân - que passou 12 anos em prisões comunistas - quando dizia "não me sentiria cristão se não perdoasse".
Nesta nossa sociedade de 2012, de indiferentismo religioso, hiper-consumista, hedonista e abandono de valores cristãos, foi Graças à "descoberta" das histórias individuais de todos estes mártires, à sua imolação, ao seu holocausto; que dei por mim num caminho de conversão. Re-encontrei-me com Jesus Cristo e com a Santa Igreja Católica.
"Por causa do Meu nome, sereis odiados em todas as nações" (Mc 13,13).
Quinta-feira, 10 de Maio de 2012
Franciscanos de Consuegra (Toledo) - mártires
A 21 de julho de 1936, as autoridades apoderaram-se de todas as igrejas e proibiram todas as celebrações religiosas, mesmo que fossem celebradas à porta fechada. O Padre Guardião, Pe. Frei Victor Chumillas, do convento franciscano teve de entregar à força as chaves da igreja. De 21 a 24 de julho, os frades franciscanos permaneceram no convento, mas sem poder sair, e cercados por guardas. Passaram esses dias em oração permanente, confessaram-se, e celebraram a Santa Missa em outras dependências do convento.
No dia 24, foram expulsos do convento. O último a sair foi o Pe. Victor Chumillas, Guardião, que entregou as chaves aos agentes municipais. Os religiosos ficaram então hospedados em casas de familiares e benfeitores. Nesses dias de hospedagem, levaram uma vida serena, de oração, sem tentar fugir ou esconderem-se dos seus perseguidores.
Na tarde e noite do dia 9 de agosto, e na manhã do dia 10, foram detidos 28 dos 32 franciscanos. Esses quatro seriam detidos no dia 11. Os frades franciscanos, sem protestar nem resistir, mas conscientes de que os conduziam à morte, seguiram os agentes que os levaram para a prisão municipal. A permanência deles aí, ficou registada pelo Pe. Frei Victor Chumillas no seu breviário. Todos se mostravam honrados por terem sido escolhidos pelo Senhor a morrer por Ele, e na prisão municipal, ali reunidos, se abraçavam, pediram mutuamente perdão e receberam do seu superior a absolvição. Durante a noite, realizaram confissões, oraram e renovaram os votos das promessas religiosas e sacerdotais. O Pe. Victor Chumillas exortou-os a sofrer o martírio por Deus, e todos ficaram com o ardente desejo de o padecer, e retiraram-se para descansar dizendo: "Senhor, o nosso coração está preparado. Venham quando quiserem a dar-nos a morte, que nós esperamos firmente na vida eterna das mãos de Deus misericordioso".
o Pe. Frei Victor Chumillas, OFM, mártir
Tendo ingressado na prisão os demais franciscanos no dia 11, foram todos transferidos para a igreja de Santa María, antigo convento franciscano, convertida em prisão. No dia 14 foram libertados 3 religiosos de idade avançada e um dos estudantes de Teologia, natural de Consuegra.
Depois da meia-noite de 15 para 16, os franciscanos foram retirados da igreja-prisão. Enquanto saíam, o Pe. Benigno Prieto dizia: "Não vos assusteís, Irmãos, que vamos para o Céu"! Imediatamente, os inimigos da Igreja, mandaram que saíssem do grupo, os naturais de Consuegra, e os Irmãos não sacerdotes, no total de oito, que seriam assassinados a 19 de agosto e a 20 de setembro. Aos vinte frades restantes, foram forçados a subir a um camião. Depois de todos a bordo do camião, um dos chefes dos ateus perseguidores gritou: "O Domingo Alonso pode sair", pois parecia que um seu amigo o queria livrar da morte certa. Mas ele respondeu: "Domingo não saí, pois Frei Domingo Alonso vai onde forem os eus Irmãos".
Escoltado por vários automóveis, onde ia o própria presidente do munícipio (Alcaide) e vários outros membros do munícipio (ayuntamiento), o camião iniciou a sua marcha. Saíu de Consuegra, passou por Urda, e deteve-se num local chamado Boca de Balondillo, já no munícipio de Fuente el Fresno (Ciudad Real). Os frades franciscanos que iam a rezar em voz alta pelo caminho, foram então forçados a descer do camião e a colocarem-se em fila, ao lado da estrada. O Pe. Victor Chumillas pediu ao Alcaide para que desatassem os pulsos aos frades, para que pudessem morrer com os braços em cruz, mas o pedido não foi concedido. Pediu então que fossem fuzilados de frente, ao que o Alcaide acedeu. Nesse momento, o Pe. Victor Chumillas disse aos seus companheiros: "Irmãos, elevai os vossos olhos para o céu e rezai o último Pai-Nosso, pois em breves momentos estaremos no Reino dos Céus, e perdoai aos que nos dão a morte"! E disse ao Alcaide: "estamos dispostos a morrer por Nosso Senhor Jesus Cristo"! Frei Saturnino ainda gritou: "Perdoa-lhes Senhor, pois não sabem o que fazem"! E começou a descarga de tiros.
Cruzeiro colocado no local da imolação dos Franciscanos de Consuegra.
Diz: "Pe. Victor Chumillas e seus XIX companheiros Franciscanos, 16.06.1936"
Enquanto as balas eram disparadas, vários foram os frades franciscanos que gritavam: "Viva Cristo Rei!"; "Viva a Ordem Franciscana"; "Viva Jesus Cristo"!; "Perdoa-lhes Senhor"! Era aproximadamente 03H45 da madrugada do dia 16 de Agosto de 1936. Os corpos foram recolhidos já de dia, levados num camião e sepultados no cemitério deFuente el Fresno. Uma cruz de mármore, com uma breve inscrição recorda hoje o martírio destes nossos Irmãos na Fé em Jesus Cristo.
A 28 de outubro de 2007, estes santos mártires cristãos, membros da família franciscana, foram beatificados pela Santa Igreja Católica em Roma.
Santos mártires Franciscanos de Consuegra, vós que destes testemunho com a vossa própria vida às mãos dos ateus marxistas, intercedei por mim a Deus Pai, pois sou um miserável pecador!
Estes são os nomes dos inocentes beatos mártires franciscanos de Consuegra:
01. Víctor Chumillas Fernández, OFM;
02. Ángel Hernández-Ranera de Diego, OFM;
03. Domingo Alonso de Frutos, OFM;
04. Martín Lozano Tello, OFM;
05. Julían Navío Colado, OFM;
06. Benigno Prieto del Pozo, OFM;
07. Marcelino Ovejero Gómez, OFM;
08. José de Vega Pedraza, OFM;
09. José Álvarez Rodríguez, OFM;
10. Santiago Mate Calzada, OFM;
11. Andrés Majadas Málaga, OFM;
12. Alonso Sánchez Hernández-Raner, OFM;
13. Anastasio González Rodríguez, OFM;
14. Félix Maroto Moreno, OFM;
15. Federico Herrera Bernejo, OFM;
16. Antonio Rodrigo Anton, OFM;
17. Saturnino Río Rojo, OFM;
18. Ramón Tejado Librado, OFM;
19. Vicente Majadas Málaga, OFM;
20. Valentín Díez Serna, OFM.
Segunda-feira, 7 de Maio de 2012
Beata María de los Ángeles Ginard Martí - mártir
No dia 20 de julho de 1936, as religiosas tiveram que sair do convento vestidas de seculares. A Irmã María de los Ángeles Ginard Martí foi acolhida por um casal católico e piedoso, os Medina-Ariza, que viviam na rua Monte Esquinza em Madrid, de frente para o convento. Deste refúgio, pode observar com dor, como os milicianos do ateísmo organizado (anarquistas e comunistas) saqueavam e pilhavam o convento, destruindo todas as imagens religiosas, e outros objectos da capela.
Nesta situação viveu até ao dia 25 de agosto de 1936, quando uns milicianos da FAI (Organização anarquista espanhola) entraram em casa, por denúncia do porteiro do prédio, e a prenderam. Ao prenderem-na, detiveram também uma irmã da dona da casa, e a Irmã Maria de los Ángeles, cheia de serenidade e de caridade para com os seus perseguidores, afirmou: "Esta senhora não é freira. Deixem-na, pois a única freira aqui sou eu". E assim, salvou a vida áquela mulher.
Detida, levaram-na à checa (prisão privada e clandestina dos milicianos) na Faculdade de Belas Artes, e ao anoitecer do dia seguinte, ofereceram-lhe um "passeio" até Dehesa de la Villa, onde os ateus radicais a fuzilaram e deixaram abandonada. Na manhã do dia 27 de agosto de 1937, recolheu-se o cadáver desta cristã martirizada, tendo sido enterrada no cemitério de La Almudena, em Madrid.
Terminada a Guerra, foi identificado a sepultura, e no ano de 1941, foram transladados os seus restos para o panteão da Irmãs Zeladoras do Culto Eucarístico, no mesmo cemitério, onde permaneceram até 19 de dezembro de 1985, para onde foram transladados para o convento onde ela viveu, situado na Rua Blanca de Navarra, em Madrid. No dia 3 de fevereiro de 2005, foi beatificada.
E são assim os santos, beatos e beatas da nossa amada e Santa Igreja Católica. Tenho aprendido muítissimo e crescido na Fé ao fazer este Blog. Que o Senhor tenha piedade de mim, pois sou um miserável cristão, tantas vezes envergonhado da sua fé! Que me faça digno destes meus irmãos e irmãs, que me antecederam na Igreja!
Sábado, 5 de Maio de 2012
Uma leiga católica - Sem olhos nem língua!
Luísa María Frias Cañizares, de 40 anos, era professora na Universidade de Valência. O seu calvário começou na noite de 5 para 6 de dezembro de 1936, quando uns milicianos comunistas a levaram para Paterna:
"Não se queixou por um único momento naqueles momentos críticos: soube ser valente e corajosa, animada até, sem nunca ocultar a sua condição de cristã, facto pelo qual foi violentamente ultrajada. Antes de morrer, torturaram-na, retirando-lhe os olhos, e cortando-lhe a língua, pois gritava com valentia: «VIVA CRISTO REI!»" (v.c.o.)
Luísa María Frias Cañizares nasceu em Valência, Espanha, a 20 de Julho de 1896 e foi batizada no dia 25 do mesmo mês. A 5 de Fevereiro de 1902 recebeu o sacramento da Crisma e a primeira Comunhão logo da festa da Ascensão do Senhor, em 1908, na Colegial de São Bartolomeu de Valência.
Depois de ter frequentado a escola primária e secundária ela inscreveu-se na universidade e obteve os seus diplomas de Filosofia e de Letras, vindo a ser, quase logo a seguir, ainda muito jovem, professora na mesma universidade.
Católica fervorosa, ela formou, no seio da mesma universidade, um grupo da Acção Católica para os jovens valencianos e da mesma maneira sempre se disponibilizou na sua paróquia, onde ela era tudo para todos.
Maria Teresa sendo muito devota, não podia passar sem a oração fervorosa de cada dia, assim como não podia deixar de assistir à Santa Missa todos os dias. Os seus actos de caridade eram também quotidianos mas sem ostentação.
Quando começou a Guerra Civil e a perseguição religiosa que a Espanha atravessou, ela foi “chamada” a derramar o seu sangue e a dar a sua vida, para defender a verdade de Cristo, como tantos outros e como estes nenhum outro crime cometera do que apenas de ser cristã e católica.
Presa e, sem o mínimo julgamento ― aliás de que a poderiam acusar? ― ela foi conduzida, a 6 de dezembro, perto do Picadero de Paterna, de triste memória para os católicos, e ali foi fuzilada, depois de torturada selvaticamente.
No dia 11 de Março de 2003, o Santo Padre João Paulo II elevou-a às honras dos altares ― beatificando-a ao mesmo tempo que outras 233 outras vítimas da loucura mortífera da revolução ― prestando assim uma homenagem publica à coragem desta professora universitária que não hesitou a derramar o seu sangue por Jesus Cristo. Ela tinha então 40 anos.
A sua festa litúrgica foi fixada para o dia do seu martírio: 6 de Dezembro.
Beata Luísa María Frias Cañizares, que sem medo destes testemunho com a vida por seres cristã, ajuda-me a não me deixar prender pelos apelos hedonistas e consumistas desta minha sociedade relativista que esqueceu Deus!!!
Segunda-feira, 26 de Março de 2012
Monges Cartuxos de Montalegre
Apesar do enorme clima de agitação política e social naquele verão de 1936 em Espanha, devido ao carácter peculiar do carisma da Ordem da Cartuxa (Ordem religiosa fundada em 1084 por S. Bruno, de vida contemplativa, de carácter eremitico) os monges cartuxos de Santa Maria de Montalegre, continuavam, pacificamente, na sua habitual vida de oração e recolhimento, na solidão e silêncio do seu mosteiro.
Visão geral da Cartuxa de Santa Maria de Montalegre, em Espanha: ainda hoje um mosteiro habitado pelos monges da Ordem da Cartuxa.

Cartuxa de Santa Maria de Montalegre: uma escola de santos.
O resto da comunidade, entre gritos constantes, ameaças de morte permanentes, blasfémias contra o Santo nome do Senhor, empurrões, bofetadas, e golpes dados com as culatras das espingardas, percorriam a estrada a caminho de Badalona. Foi com emoção que poucos quilometros andados, vieram a encontrar os dois corpos na estrada: o cadáver do padre Procurador e o bastante ferido padre Prior. Procuram então, também eles, prepararem-se para o martírio. Animavam-se mutuamente, e em voz baixa, confessavam-se e recebiam a absolvição, e nutriam o fervor rezando jaculatórias. Uma verdadeira via-sacra a caminho da Glória da Cruz.

Apareceu então um autocarro, para o qual fizeram entrar os monges, e nele entraram em Badalona. O pe. Abella (monge cartuxo sobrevivente) recorda: "Quiseram fazer crer às gentes de Badalona que nos tinham tratado cordialmente, fazendo-nos chegar em autocarro, enganando assim o povo crédulo e agravando os seus crimes com o da hipocrisia da simulação". Ao chegar a Badalona cresceu o perigo. Correu o boato entre os milicianos que muitos dos seus colegas assaltantes da Cartuxa tinham sido mortos pela defesa armada que os monges fizeram. Uma multidão junto ao Ayuntamento (onde os monges ficaram presos), gritavam: "Morte aos Frades"; "Fuzilem os monges"! previa-se um desenlace trágico e inevitável. Todas as igrejas de Badalona ardiam. O ódio aos católicos da cidade e região estava no vértice da loucura. Perante este cenário o Alcaide de Badalona, o "Badaloni" e o Sr. Mora, de espingardas na mão, encararam energicamente os milicianos e impuseram a sua autoridade, dizendo que o Comité Revolucionário determinaria a sorte dos cartuxos. O Comité reuniu-se às cinco da manhã para deliberar. A opinião vencedora, foi a de que se deveria poupar a vida aos cartuxos, somente por muitos deles serem de nacionalidade estrangeira, apesar da oposição dos comunistas e anarquistas. Procurou-se assim, encontrar familias que acolhessem os cartuxos, mas os anarquistas sentiam-se enganados pelo Comité, não aceitando a decisão.
Os consulados de França, Itália, EUA, Alemanha e Suiça aceitaram recolher vários dos monges, todos estarngeiros, bem como alguns espanhois. Depois de vários incidentes, esses chegaram por fim às Cartuxas de Farneta, Florença, Pisa, Pavia e Trisulti (Itália), Montrieux e Sélignac (França) e Valsainte (Suiça). A maioria dos espanhois foi colocada ao cuidado de famílias cristãs que se prediposeram a acolhe-los, apesar de correrem igualmente grande perigo por esse facto. Mas mais coroas de espinhos de martírio haveriam ainda de ser entregues.
A 5 de agosto, o irmão Guillermo Soldevila foi violentamente retirado da família que o tinha acolhido por um grupo de milicianos comunistas. Colocaram-no em cima de um automovel, onde foi fuzilado, seu rosto desfigurado, e enterrado em lugar desconhecido. Seu corpo nunca mais foi encontrado.
O padre manuel Balart, a 9 de outubro foi denunciado por um vizinho aos milicianos. Foi transferido para a checa (prisão privada das milícias) de San Elías, onde se encontrou com outros dois cartuxos: Pe. Luis Selláres e o padre Agustín Navarro, que juntos, foram cruelmente torturados. A 15 de outubro, levaram-os para serem executados. Seu delito: Ser e dar testemunho de Fé. Seus corpos permanecem ainda hoje numa fossa comum em local desconhecido.

Monge cartuxo estuda a Sagrada Escritura na solidão e silêncio da sua cela. (imagem do filme "Die Grosse Stille: O Grande Silêncio)
Retrocedamos no entanto no tempo, e voltemos aquela sinistra estrada da Cartuxa de montalegre até Badalona. Ali, a Cruz Vermelha, recolheu os feridos e mortos na mesma ambulância. Os feridos foram transportados ao Hospital e os mortos ao cemitério de Badalona. Dos feridos, todos com garvidade, estavam: o padre Prior, pe. Juan Bautista Cierco, que ficou internado 8 meses no Hospital de Badalona; o padre Vigário, pe. Miguel Dalmau e o Mestre de Noviços, pe. Benigno Mardnez. Depois do Hospital, onde receberam um acolhimento e atendimento generoso, foram transferidos para a prisão de Barcelona, em que depois de passarem sete meses de castigos vários, foram reincorporados na Ordem Cartuxa em junho de 1938, os padres Priores e o Mestre de Noviços.
Os mortos, foram enterrados inicialmente na capela do cemitério velho de Badalona, e hoje em dia, as relíquias dos padres Celestin e Isidoro são guardadas na Cartuxa de Montalegre.
Em baixo estão os monges cartuxos de Montalegre, assassinados em 1936, martirizados pelo seu amor a Cristo e à Santa Igreja Católica. Vítimas inocentes da intolerância e do ódio do ateismo organizado. A Ordem da Cartuxa considera-os como Mártires, mas o seus nomes não aparecem no santoral da Igreja Católica. Os cartuxos, humildes até ao extremo, consideram seu sacrifício como uma oferta gratuíta de amor a Deus e aos homens. Sua recompensa é gozar para todo o sempre da presença de Deus e continuar intercedendo por todos nós.
Santos inocentes Mártires Cartuxos: rogai por mim que sou um mísero pecador!
Padre Celestin Fumet, 20.07.1936;
Padre Isidoro Pérez, 20.07.1936;
Padre Manuel Balart, ?.10.1936;
Padre Agustín Navarro, 15.10.1936;
Padre Luis Sellarés, 15.10.1936;
Frei Guillermo Soldevila, ?.10.1936.
Terça-feira, 6 de Março de 2012
Beato Pe. Bartolomé Rodríguez Soria
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012
Cinco Irmãos das Escolas Cristãs - Beatos

Os Cinco Irmãos das Escolas Crsitãs martirizados em Valência.

Estes 5 Irmãos das Escolas Cristãs, martirizados pelo Ateísmo Organizado em 1936, em Valência (Espanha), tinham como única preocupação nas suas vidas, seguir Nosso Senhor Jesus Cristo, na vocação à qual tinham sido chamados: santificar-se educando crianças e jovens, ensinando-os a viver cristãmente.
Quando se iniciou a Perseguição Religiosa em Espanha, trabalhavam tranquilamente nas instituições educativas da Província de Barcelona da sua Congregação. Viajaram a Valência para cumprir uma obrigação própria do seu trabalho educativo e aí, o Senhor os chamou a darem o seu testemunho extremo. Seus assassinos não os conheciam. Ao se aperceberem que eram religiosos, consideraram que por si só, era motivo suficiente para os deter e os assassinar.
Os mártires são um sinal da Igreja, Corpo de Cristo, que continua a ser perseguida e a ver os seus membros a serem condenados à morte em tantos lugares do Mundo. Como cristãos, também nós, também eu, devo saber estar preparado a imitar a sua generosidade.
Os Irmãos Florencio Martín, Bertrán Francisco, Ambrosio León, Elías Julián, Honorato Andrés e o Pe. Leonardo O. Buera, capelão do Colégio de Bonanova, entregaram suas vidas por serem fiéis à sua condição de membros activos da Igreja. Mesmo sabendo que a afirmação da sua condição de religiosos os conduziria à morte, não duvidaram em confessar a sua fé em Jesus Cristo, e a sua pertença ao Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs. Estes cinco Irmãos, agora Beatos, não tinham outra preocupação do que seguirem Jesus Cristo, nessa vocação tão bela a que Ele os tinha chamado: procurarem a salvação de crianças e jovens através de uma educação cristã, para que alcançassem a sua plena realização como seres humanos e cristãos.
Para além destes novos Beatos da nossa Santa Igreja Católica, é o meu propósito lembrar a memória dessa multidão imensa de Mártires a quem o Ateísmo Organizado arrancou violentamente suas vidas, pela única razão de serem anunciadores de Jesus Cristo. Tantos mártires, tanto sangue... Lembro os mártires cristãos na Revolução Francesa às mãos dos revolucionários; no México na perseguição aos cristeros; na URSS; na Polónia; na Hungria; na América Latina; na China, em Espanha...
Aproveito para venerar a memória de tantos cristãos, bispos, padres, Irmãos, Irmãs, Missionários, seminaristas, leigos, que (ao contrário de mim - um cristão comodista) entregam suas vidas, dia a dia, gota a gota, no anonimato, numa fidelidade quotidiana ao anúncio do Evangelho. Que o Senhor, Pai Santo, suscite na Sua Santa Igreja, muitas e santas vocações!
"Todo o reconhecimento que devem esperar pela instrução das crianças, principalmente das pobres, são injúrias, calúnias, ultrajes, perseguições e até mesmo a morte. Esta é a recompensa dos santos e de Nosso Senhor Jesus Cristo".
(S. João de la Salle, fundador do Instituto das Escolas Cristãs)
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Mártires Agostinhos Recolectos de Motril - Beatos
"Se o mundo vos odeia, sabei que Me odiou a Mim antes que a vós. Se fosseis do mundo, o mundo vos amaria como sendo seus. Como, porém, não sois do mundo, mas do mundo vos escolhi, por isso o mundo vos odeia" S. João 15, 18-19.
Entre os dias 25 de julho e 15 de agosto de 1936 uma comunidade inteira de frades Agostinhos Recolectos (seis sacerdotes e um Irmão) foram assassinados na cidade espanhola de Motril (província de Granada) por somente serem católicos comprometidos com a Igreja, e por se terem colocado ao serviço dos pobres. Só escapou um Irmão, já idoso, que na altura se encontrava hospitalizado. Junto com a comunidade de frades Agostinhos, foi também assassinado o Pe. Manuel Martín Sierra, sacerdote diocesano e pároco da Divina Pastora, de apenas 43 anos.
Aquando da Guerra Civil Espanhola, na trágica madrugada desse dia de 25 de julho de 1936, a igreja e o convento dos padres agostinhos é o primeiro edíficio a ser incendiado pelas forças Republicanas que entram na cidade. O assalto destroi completamente o templo e o convento anexo, que serve de residência à comunidade de frades Agostinhos. Os frades, sacerdotes e um Irmão, foram todos fuzilados, embora não o tendo sido ao mesmo tempo. Só em 1948 os padres Agostinhos regresserão a Motril, tendo a igreja sido reconstruída em 1957.
Depois de ter sido ordenado sacerdote foi enviado como missionário às Filipinas em 1889. Foi ainda missionário na Colombia, Venezuela e Panamá. Em 1931 foi para o Brasil, passando a residir no convento de N.ª S.ª da Aparecida de França (SP) até 1933, quando regressou a Espanha. O Pe. Julián foi um religioso de muita cultura, e um escritor fecundo, que deixou vasta obra literária, nomeadamente sobre temáticas religiosas.
Mausoléu erigido no cemitério de Motril (Granada, Espanha) onde ficaram sepultados os corpos dos frades martirizados.Segunda-feira, 6 de Fevereiro de 2012
Manuel Medina Olmos - Bispo de Guadix
A 30 de agosto de 1936, D. Manuel Medina Olmos, bispo católico de Guadix era assassinado no Barranco de Chisme, nos arredores da povoação de Vícar (Almeria, Espanha), na companhia de mais dezasseis sacerdotes e leigos (entre eles o seu amigo D. Diego Ventaja Milán, bispo de Almeria) pelos inimigos da Igreja.Desde os primeiros séculos do Cristianismo, a Igreja exaltou os seus mártires. Homens, mulheres, crinças inclusivé, que morreram esperançados nas promessas de Cristo, e que colocaram a sua fidelidade a Jesus à frente da sua própria vida. E é este o caso deste bispo da nossa Santa Igreja. Uma bela estrela cintilante na imensidão de mártires cristãos. Um homem, que devido à sua fidelidade a Jesus Crsito e à sua comunidade de fiéis (Igreja) entregou a sua vida às mãos dos marxistas ateus. Um exemplo de vida para mim, simples e pecador neófito da Santa Igreja Católica, cuja bondade maternal me acolhe.
Manuel Medina Olmos, nasceu em Lanteira (Granada, Andaluzia) a 9 de agosto de 1869. Nasceu numa família humilde e pobre, e muito cedo ficou orfão de mãe. Licenciado em Direito, Letras e Filosofia pela Universidade de Granada. Fez os de Teologia no Seminário diocesano de Granada. Foi ordenado sacerdote em agosto de 1891.
Em 1925 foi nomeado bispo auxiliar de Granada. 3 anos mais tarde, foi nomeado bispo de Guadix, tomando posse a 30 novembro de 1928.
Bispo comprometido com a sua diocese, encetou um vasto trabalho pastoral na diocese a seu cargo. Visitou todas as paróquias, escreveu várias cartas pastorais, procurava fornecer a melhor formação ao clero da sua diocese.
A 27 de julho de 1936 foi preso por um grupo de milicianos encabeçado pelo Alcaide (presidente do Municipio) de Guadix, e levado posteriormente, na companhia de outros três sacerdotes a Almería, até que a 30 de agosto de 1936, foi transportado de camião até ao Barranco de los Chismes, onde o fuzilaram.
D. Manuel Medina Olmos, bispo da nossa Santa Igreja Católica, mártir pela fidelidade a Jesus Crsito, foi beatificado pelo Papa João Paulo II a 10 de outubro de 1993 em Roma, tendo ficado estabelecido o dia 30 de agosto, como sua festa liturgica comemorativa.
Manuel Medina Olmos, bispo da Santa Igreja Católica, servo de Cristo, tu que estás na Glória da presença do Senhor, intercede por mim, mísero pecador, e pela minha conversão diária!
Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012
Sete Irmãs da Ordem da Visitação de Madrid - Beatas
As sete irmãs da Visitação martirizadas por ódio à Igreja: todas levam perante Cristo a palma do seu martírio.Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012
Monges Cistercienses de Viaceli - mártires
Fotografia do mártir Pe. Pío Heredia, formador e Mestre de Noviços do mosteiro, com vários dos mártires cistercienses. Caríssimos leitores, hoje venho apresentar-vos os nossos mártires da Abadia cisterciense de Santa Maria de Viaceli, da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (vulgo Trapistas), na diocese de Santander (província de Cantábria).
Também esta pacífica e contemplativa comunidade monástica da nossa amada Igreja católica foi perturbada pela agressão marxista da vil perseguição religiosa em Espanha em 1936, tendo vários dos seus monges sido chamados ao martírio.
Esta comunidade cristã de humildes monges de Viaceli reconhece ao Senhor a especial Graça de ter oferecido à Igreja o testemunho de profunda fidelidade e adesão inquebrantável a Cristo, de muitos dos seus monges: o Pe. Pío Heredia e mais 14 Irmãos, que depois de várias ofensas, entregaram suas vidas por amor a Jesus Cristo.
Seu processo de beatificação, iniciado em 1997, encontra-se em processo bastante avançado, já na fase Romana.
Tais como todos os outros que neste Blog já fui apresentando, também estes mártires deram sua vida unicamente pelo seu amor a Cristo e por não aceitarem o convite de se tornarem apóstatas.
6 padres e 9 Irmãos, e nenhum apóstata da Fé! Um exemplo para as nossas vidas, para a minha em particular! Meu bom Senhor, tende piedade de mim, e dái-me uma Fé como a destes meus santos irmãos cistercienses para que Te possa amar com mais empenho!
Não cometeram nenhum crime contra ninguém. Não cometeram nenhum crime contra o Estado. Seu único crime, naqueles tempos de em que o fanatismo marxista e o laicismo agressivo ateu campeou pelos campos, vilas e cidades de Espanha, foi o de terem abraçado livremente a Regra monástica de São Bento e São Bernardo e serem fiéis à Santa Igreja de Roma. Isso, meus caros, os marxistas não podiam tolerar. Não podia haver outro Deus do que Marx, Lenine ou Estaline.A 8 de setembro de 1936 a comunidade foi detida, tendo o Pe. Pío Herédia, responsável pelos Irmãos (uma comunidade monástica divide-se entre monges sacerdotes e monges Irmãos), foi sujeito a violento interrogatório pelo responsável do Comitê de Guerra. Cobriram o seu corpo de golpes, bastonadas, para além de todos os impropérios blasfemos que lhe dirigiam. O seu silêncio, a sua calma e gestos de perdão para com os seus carrascos marxistas deixava-os ainda mais enfurecidos.
O Pe. Pío Herédia junto com os Irmãos do mosteiro vieram a ser assassinados nas falésias do Cabo Mayor, junto à cidade de Santander. Vários testemunhos afirmam e louvam a Fé daqueles jovens e inocentes monjes, quando a caminho da sua imolação, em cima do um camião que os transportava, cantavam salmos de louvor ao Senhor. "Iam morrer, e iam a cantar. Nunca me poderei esquecer disso", diz uma testemunha que na época tinha apenas 15 anos. (Ver outro meu post anterior: "Mártires de Barbastro").
Foram atirados aos rochedos e ao mar, durante a noite, de mãos fortemente atadas à cintura. Uns morreram despedaçados nas rochas, outros afogados, e outros gravemente feridos, acabaram por morrer por falta de quem os socorresse. Para os marxistas, eliminar a Igreja Católica em Espanha era um desígnio a cumprir.
Uns dias depois, a 3 de dezembro de 1936, o mar devolveu às praias da zona de Santander, alguns corpos. Um deles o do Servo de Deus Pe. Pío Herédia. Com os braços atados atrás das costas, e com a boca cozida. O horror da tortura dos inimigos da Igreja aos que permaneceram fiéis a Cristo não tinha fim.
Visão geral do Cabo Mayor, junto a Santander. Daqui foram atirados ao mar e às rochas os jovens mártires monges de Viaceli.Os mártires da abadia de Viaceli eram na sua maioria bastante jovens. Eram a esperança vocacional de uma comunidade florescente, que se converteram na semente semeada na boa terra, fecunda para germinar novas vocações à Santa Igreja Católica. Aqui ficam, para memória, seus nomes e idades destes nossos irmãos na Fé de Jesus Cristo:
Pe. Pío Herédia, 61 anos;
Pe. Amadeo, 31 anos;
Pe. Valeriano, 30 anos;
Pe. Juan Bautista, 31 anos;
Pe. Eugenio, 33 anos;
Pe. Vicente, 31 anos;
Ir. Álvaro, 21 anos;
Ir. Marcelino, 23 anos;
Ir. Antonio, 21 anos;
Ir. Eustáquio, 45 anos;
Ir. àngel, 68 anos;
Ir. Ezequiel, 19 anos;
Ir. Eulogio, 20 anos;
Ir. Bienvenido, 28 anos;
Ir. Leandro, 21 anos.
Domingo, 15 de Janeiro de 2012
Quando os Ateus fuzilaram Jesus Cristo
Talvez a mais das iconográficas e infames imagens da Guerra Civil Espanhola: um grupo de milicianos fuzila a imagem do Sagrado Coração de Jesus no Cerro de los Angeles, em Getafe, a sul de Madrid.A 28 de julho de 1936 um grupo de milicianos, entre republicanos, comunistas e socialistas , decidiram entre blasfémias e insultos de toda a ordem, fuzilar a imagem do Sagrado Coração de Jesus, erigida no Cerro de los Angeles ( local geográfico do centro da península Ibérica) e que tinha sido inaugurada pelo rei Alfonso XIII, a 30 de maio de 1919, depois de fazer a consagração de Espanha ao Sagrado Coração de Jesus.
Cinco dias antes, estes bravos milicianos do ateismo militante, tinham-se divertido em assassinar cinco jovens católicos que corajosamente deram a sua vida, para guardar e defender o monumento da possível profanação. Esses jovens mártires, mortos in odium fidei, eram:
a) Pedro Justo Dorado Dellmans, de 31 anos;
b) Blas Ciarreta Ibarrondo, de 40 anos, casado;
c) Vicente de Pablo García, 19 anos;
d) Elías Requejo Sorondo, de 19 anos;
e) Fidel Barrios Muñoz, de 21 anos.
Todos leigos pertencentes à Acção Católica. Todos eles cristãos devotos do Sagrado Coração de Jesus. Todos eles cristãos empenhados e comprometidos na vida cristã.
Tinham decidido fazer uma Guarda de Honra ao monumento do Sagrado Coração de Jesus, orando e rezando o rosário.
Na manhã do dia 23 de julho, movido pelo ódio ateista, os milicianos apareceram no Cerro (colina), procurando pelos "frades disfarçados", referindo-se ao grupo dos jovens católicos. Num vexatório tribunal improvisado ali mesmo na esplanada do monumento, foram condenados à morte, não sem antes sofrerem toda a espécie de humilhações e ignomínias. Os jovens mártires partiram para o Céu, olhando de frente o monumento do Coração de Jesus que os parecia abençoar. Caíram gritando "Viva Cristo-Rei!", "Viva o Sagrado Coração de Jesus!". Seus cadáveres ali permaneceram, mergulhados numa imensa poça de sangue, durante 24 horas.
Os ateus marxistas posam para a fotografia no lugar de Deus: onde antes se venerava o Divino, agora julgam-se a si próprios como deuses e, sorridentes, fazem a saudação comunista e socialista com o punho fechado.No dia 28, cinco dias depois dos cobardes assassinatos dos inocentes, os verdugos ateus, regressaram ao Cerro de los Angeles, agora para proceder ao pérfido e ignóbil julgamento, condenação e fuzilamento do Coração de Jesus. Prepararam toda a paródia, deixando-se fotografar. A imprensa escrita republicana publicou em primeira página essa fotografia do fuzilamento, comentando favoralvelmente o acontecimento: "O desaparecimento de um estorvo", diziam os jornais. O Governo da República Espanhola, em decreto, alterou o nome de Cerro de los Angeles, para Cerro Rojo (Colina Vermelha) nome este, que permaneceu até ao final da Guerra.
Na medida em que o simples fuzilamento não deitou por terra o monumento, uma semana depois, a 7 de agosto de 1936, os ateístas regressaram mais uma vez aos pés do Sagrado Coração de Jesus, agora para o dinamitar, o que aconteceu com três cargas de dinamite.
Placa que honra a memória dos 5 jovens cristãos mártires, mortos pelo feroz ódio ateu a Jesus Cristo e à Santa Igreja Católica. Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012
Pe. Mario Ros Ezcurra (sscc), Mártir
O jovem sacerdote Pe. Mario Ros Ezcurra com o hábito religioso da Congregação dos Padres dos Sagrados Corações de Jesus e Maria (SS.CC.)O ódio do ateismo marxista contra a Igreja foi total naqueles anos de 1936 a 1939 em Espanha. Não importavam nadinha em liquidar padres, bispos, ou seminaristas, ou até mesmo Irmãs, simples freiras. Milhares de leigos católicos foram também exterminados in odium fidei. Por serem fiéis à Igreja. Por serem fiéis a Cristo.
Este meu post de hoje, neste meu pequeno memorial virtual, é dedicado ao jovem sacerdote de 26 anos, o Pe. Mario (nascido Luis) Ros Ezcurra, da congregação dos Padres dos Sagrados Corações de Jesus e Maria (SS.CC.), também conhecidos por Padres de Picpus.
Nasceu em Lezáun (província de Navarra) a 30 de abril de 1910. Professou na Congregação dos Sagrados Corações a 15 de agosto de 1935. Fez os seus estudos no colégio da congregação em Miranda del Ebro. Muito simples e sempre muito sincero. "Não sabia mentir", dizia dele mesmo.
Foi ordenado sacerdote em 1935 e foi enviado ao colégio da congregação em Madrid. No fatídico ano seguinte de 1936, teve de sair e refugiou-se numa pensão, (pensão Maria Isabel) propriedade de uns seus tios.
Na noite de 13 para 14 de agosto de 1936, foi preso na referida pensão. Foi sujeito a uma farsa de julgamento, em que se declarou religioso dos SS.CC. e sacerdote. Na noite seguinte, de 14 para 15 de agosto (no dia da festa da Assunção de Nossa Senhora, em que fazia 1 ano de ordenação sacerdotal), foi levado aos arredores de Madrid onde foi fuzilado. Encontraram seu cadáver nesse dia 15, com o rosto destruido pelas balas. Foi reconhecido pelos seus tios, e o corpo foi imunado no cemitério. Tinha na altura da sua imolação, 26 anos.
A 27 de novembro de 2010, teve lugar na igreja paroquial dos Sagrados Corazones em Madrid, a cerimónia de imunação do Servo de Deus Pe. Mario Ros Excurra e outros 4 companheiros da mesma congregação religiosa, também mártires da perseguição religiosa espanhola de 1936. A cerimónia foi presidida pelo bispo D. Ricardo Bosom, delegado episcopal e presidente do Tribunal Eclesiástico da arquidiocese de Madrid. Esteve presente o provincial de Espanha, o Pe. Ignacio Moreno e imensos membros da congregação, sacerdotes, irmãos e irmãs. Após a celebração, realizou-se uma oração de Acção de Graças pelos Mártires.
Os restos dos mártires, foram depositados na capela de São Damião de Molokai, na igreja paroquial dos Sagrados Corazones de Madrid.
Aspecto da capela de São Damião de Molokai, na igreja dos Sagrados Corazones em madrid. Na parede ao fundo, as placas indicam onde repousam os corpos dos mártires da Santa Igreja.
Presentemente, o Pe. Mario Ros Ezcurra tem em Roma, o processo de beatificação em fase adiantada.
Que o exemplo do Pe. Mario Ros Ezcurra, a sua simplicidade e fidelidade a Jesus Cristo, seu testemunho, sua firmeza na Fé nos sirva a todos nós, especialmente a mim, na minha caminhada diária como cristão. Pe. Mario, roga por mim a Nosso Senhor Jesus Cristo!
Quinta-feira, 5 de Janeiro de 2012
Beato Anselmo Polanco Fontecha - Bispo de Teruel
O mártir Anselmo Polanco Fontecha (1881-1939) ingressou como noviço no convento da Ordem dos Agostinhos (OSA) em Valladolid aos 15 anos. Dali passou ao mosteiro de de Santa Maria de la Vid (Burgos), onde foi ordenado sacerdote em 1904, tendo-se dedicado à docência. Em 1922 foi nomeado reitor do Seminário de Valladolid, tendo sido re-eleito para o cargo em 1926. Em 1932, foi nomeado provincial da Ordem em Espanha, cargo que o obrigou a viajar por longos períodos pela América do Sul, Filipinas, China e Estados Unidos, em visita às diversas comunidades da sua Ordem religiosa. Em 1935 foi nomeado pela Santa Sé bispo de Teruel, cargo que desempenhava quando se iniciou a Guerra Civil Espanhola. Premonitória foi a frase que disse na sua tomada de posse como bispo da diocese, quando disse: "Vim para dar a minha vida pelas minhas ovelhas".O seu apostolado como bispo, caracterizou-se pelo grande zelo no acompanhamento dos sacerdotes, pelo seu amor aos mais pobres, pela sua intensa vida de oração e austeridade pessoal, privando-se inclusivé do que necessitava para dar aos necessitados.
Durante a Guerra Civil Espanhola, quando o ódio raivoso do ateísmo comunista e socialista se abateu sobre sua diocese, e o próprio via a sua vida ameaçada, nunca quis separar-se dos seus fiéis, e dizia sempre o mesmo: "Eu sou o pastor, e a minha missão é permanecer junto com as ovelhas que me foram confiadas; ou me salvo com elas, ou com elas morro". Ganhou a admiração e a estima das gentes de Teruel.
No dia 8 de janeiro de 1938 (agora quase a fazer 74 anos), foi feito prisioneiro na companhia do seu Vigário Geral da diocese, Mons. Felipe Ripoll Morata, seu companheiro nos trabalhos pastorais, na detenção, no martírio e na beatificação, ocorrida a 01 de outubro de 1995.
Após 13 meses de cativeiro nas prisões de Valência e Barcelona, a 25 de janeiro de 1939 (último ano da Guerra) e véspera da entrada das tropas nacionalistas na cidade de Barcelona, os presos foram transportados em direção a Santa Perpetua de la Moguda (Barcelona) e daí a Campdevànol y Puigcerdá, na província de Girona. A noite de 26 passaram num comboio, e no dia 27 oram levados a Ripoll, e daí, a pé até Sant Joan de las Abadesas debaixo de uma chuva torrencial. No dia 31 de janeiro, os prisioneiros foram levados a Figueras y Can de Boach em Pont de Molins.
Na manhã de 7 de fevreiro de 1939 (a menos de dois meses da guerra terminar), 30 soldados enviados pelo comandante comunista Pedro Díaz, chefe de uma coluna de tropas de Enrique Líster (mais tarde general do Exército Vermelho da URSS), sequestraram 14 de esses presos, entre eles, o próprio bispo de Teruel, D. Anselmo Polanco, o Pe. Felipe Ripoll, seu Vigário Geral da diocese. Seguiram pela estrada em direção a Les Escaules, e detiveram-se a cerca de um quilometro e meio de caminho, onde fuzilaram os prisioneiros. No dia seguinte repetiram o processo com os restantes 26 prisioneiros. Os fuzilados, alguns deles agonizantes, feridos pelas metralhadoras, foram regados com gasolina e queimados.
Neste mesmo lugar, foi erigido um memorial em 1940, com a seguinte inscrição:
"Viajante, por aqui passou o terror vermelho, deixando como vestígio da sua passagem quarenta cadáveres. (...) Recorda-os com uma oração. 07-II-1939"
Aspecto na actualidade (vandalizado) do monumento que lembra os 40 fuzilados entre eles o bispo Beato Anselmo Polanco Fontecha neste local em fevereiro de 1939.Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011
O assassinato do Beato Florentino Asensio, Bispo de Barbastro
Esta é a história de um mártir. Mártir In Odium Fidei. Um mártir cristão, um meu irmão na Fé, que deu o seu sangue pelo seu grande amor a Cristo e sua esposa mistíca, a Santa Igreja Católica. É a história de um Bispo desta nossa Igreja peregrina na Terra, cujo testemunho de imolação perante as forças do Mal, nos deve fazer, no mínimo, refletir sobre a nossa Fé.
"Anda seu porco, depressa!" diziam os carrascos. "Por mais que me façais, eu vos hei-de perdoar" dizia o bispo. Um dos anarquistas golpeou-o furiosamente na boca com um azulejo, e lhe disse: "Toma lá a comunhão!". Extenuado, chegou ao lugar da execução, que foi no cemitério de Barbastro.
Igreja paroquial do Beato Florentino Asensio, em Valladolid.
Mosaico do Beato Florentino Asensio, na capela da Sede da Conferência Episcopal espanhola. Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
Seu tio foi assassinado pelos comunistas
Juan Antonio Martinez Camino, jesuíta, bispo espanhol, e porta-voz da Conferência Episcopal Espanhola, acaba de publicar um livro sobre a figura do seu tio sacerdote, mártir em 1936.
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Festa na Igreja: beatificação de 23 mártires no passado domingo 18 de dezembro
Dia de Alegria na Igreja: imagens do passado domingo, 18 de dezembro 2011, da beatificação na catedral de Madrid, de 23 mártires católicos da perseguição religiosa de 1936 em Espanha.
O cardeal Angelo Amato (italiano, prefeito da Congregação para a Causa dos Santos) presidiu em Madrid à cerimónia de beatificação de 23 mártires da violenta perseguição religiosa de 1936, pertencentes todos à congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada (OMI). A celebração, co-celebrada pelo Cardeal-Arcebispo de Madrid, Rouco Varela, teve lugar na catedral de La Almudena, na qual participaram numerosos bispos espanhóis; o superior-geral da congregação (Pe. Louis Lougen); acompanhados por alguns milhares de fiéis, e entre eles, vários familiares dos mártires (na fotografia, alguns deles levam as "palmas do martírio" ao altar).E lembrou os nomes dos novos beatos da nossa Santa Igreja: Francisco Esteban Lacal, Vicente Blanco Guadilla, José Vega Riaño, Juan Antonio Pérez Mayo, Gregorio Escobar García, Juan José Caballero Rodríguez, Justo Gil Pardo, Manuel Gutiérrez Martín, Cecilio Vega Domínguez, Publio Rodríguez Moslares, Francisco Polvorinos Gómez, Juan Pedro Cotillo Fernández, José Guerra Andrés, Justo González Llorente, Serviliano Riaño Herrero, Pascual Aláez Medina, Daniel Gómez Lucas, Clemente Rodríguez Tejerina, Justo Fernández González, Ángel Francisco Bocos Hernando, Eleuterio Prado Villarroel y Marcelino Sánchez Fernández.
Missionários Oblatos de Maria Imaculada agora beatificados:













